Tocando a pontinha dos dedos dos pés nas águas dorameiras

Últimamente eu mergulhei no mundo dos doramas. 
Não é a minha coisa favorita, como eu sei que é para muitos, mas é uma coisa que *normalmente* é levinha e me ajuda, a me distrair e fazer as minhas coisas. 
Você pode se perguntar como que me distrair me ajuda a fazer as coisas, mas eu não saberia explicar nem mil vezes... Eu só sou assim. 

Eu não posso dizer que dentro da minha cabeça é um caos, ou que as vozes dos milhares de pensamentos que acontecem ao mesmo tempo me enlouquecem... O que me enlouquece mesmo é o barulho do mundo. Pequenos barulhos que me incomodam, como a ventoinha da CPU do computador, ou dos carros que passam na rua, ou da cadeira que meu irmão está sentado e range todas as vezes que ele se mexe, ou mesmo o som da minha respiração, do meu sangue pulsando e da eletricidade vazando das tomadas. Eu tenho plena consciência de que nem todos conseguem ouvir esses sons mais específicos, mas eu consigo e colocar um dorama ou uma série conforto me faz não ouvir esses pequenos sons que me incomodam. 

Dito tudo isso, eu já assisti 17 doramas (estou terminando o 17º e desisti do 16º - depois de terminar a primeira temporada; será que conta mesmo como desistência?) e eu sinto vontade de comentar sobre as coisas e não tenho com quem, porque as minhas amigas que assistem doramas são poucas e normalmente preferem uns dramas mais "pesados" como Quando o telefone toca que eu por acaso, não curto muito.



Agora mesmo, eu estou assistindo Vinte e cinco, vinte e um e talvez o final me decepcione, mas até o momento estou gostando. Mas fiquei pensando, enquanto assistia, em coisas que queria falar e não tinha com quem, por isso vim pra cá e vou falar o que eu quero, só que antes eu quis dar essa pequena-grande introdução para que, quando eu ler no futuro, faça sentido. 

Estou num episódio que uma das personagens que é esgrimista - eu vou fazer um resumo desse dorama logo a seguir a esse post, pra caso eu mesma não lembre dele no futuro - e que a família passa por dificuldades financeiras precisa de tomar uma decisão que faz com que o público coreano olhe para ela com maus olhos e ela fica aguentando calada, não se justifica para os fãs e só sofre. Eu sei, entendo e sou a favor de não viver se explicando  e dando satisfação para as pessoas, mas, nesse caso, ela, como pessoa pública, que tinha pessoas torcendo por ela e abraçando as causas e brigas dela, poderia dar uma coletiva de imprensa e explicar o que aconteceu. *SPOILER ALERT* dizer que a família está cheia de dívidas e que, depois do acidente do pai, ele poderia até ser preso e, por isso, ela precisa tomar a decisão que tomou, que ela não está cometendo nenhum crime e apenas seguindo sua carreira no esporte de forma diferente. Que ela não é uma vendida e sim que outro país a valorizou muito e ela precisou de agarrar essa chance, que ela vendeu as habilidades dela para outro país, mas que no coração e no sangue dele ela sempre será coreana. No entanto, ela fica calada, se escondendo e aguentando, eu entendo que ela talvez não quisesse expor a família e os pais, mas mesmo assim havia maneiras de se justificar e de se defender do olhar público. 
E outra coisa que me irrita é que a Na Hee Do não entende que a mãe e o Baek Yi Jin são jornalistas e tem que dar as notícias e ler os scripts, que é o trabalho deles e ele precisam de fazer. Ela leva tudo para o coração. É complicado. 

Enfim, era isso que eu queria falar por hoje. Até daqui a pouco, quando eu terminar de assistir esse dorama e vier fazer um resumo dele aqui. 




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